20h44-SP
34.6-JORNAL NACIONAL
6.8-JORNAL DA RECORD
6.4-QUAL O SEU TALENTO?
4.4-TV FAMA
Maior tombo: Com ambição de renovar a televisão brasileira, propondo “novas formas de diversão” e “pegadinhas do bem”, “Legendários” foi a principal aposta – e a maior decepção – da Record no ano. Sem graça, sem timing e sem direção, o programa idealizado por Marcos Mion sofreu tantas reformulações em poucos meses de vida que terminou o ano irreconhecível.
mistura de vermes, fígado e óleo, tudo batido no liquidificador, Glenda orientou: “Se tiver ânsia de vômito, pode vomitar dentro do copo e continuar bebendo. Se vomitar fora, está eliminado”. Rigorosa, ainda advertiu o candidato: “Tem que beber até o fim. Não. Ainda tem um pouquinho”. Uma tragédia.
Piada mais sem graça: A Band leva o troféu por sua tentativa de animar a grade de domingo com “Formigueiro”. Grande sucesso na Espanha, o programa causou sorrisos amarelos e deixou o humorista Marco Luque, um dos apresentadores do “CQC”, em maus lençóis. Na tentativa de salvá-lo, o programa já mudou de horário.
sensacionalistas sobre os casos do momento – o desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno, a morte da menina que recebeu silicone em vez de insulina etc. etc. etc…
Pior novela: A concorrência é dura neste tópico, mas “Tempos Modernos” conseguiu superar “Ribeirão do Tempo”, com honras. A comédia de Bosco Brasil, passada num centro de São Paulo totalmente “maquiado”, jamais encontrou o tom certo, perdeu o fio da meada e causou bocejos no público, que a abandonou. Antonio Fagundes, no papel principal, parecia entediado e a homenagem à Galeria do Rock, aparentemente uma boa ideia, resultou patética.
Sensacionalismo flop: A anunciada ida de Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniela Perez, ao “Programa do Ratinho”, no SBT, em abril, gerou enorme expectativa graças à ameaça da novelista Gloria Perez de processar o ex-ator caso ele fizesse alguma revelação mais grave. Resultado: Pádua não falou nada a Ratinho.
entrevistas da tevê brasileira. Em agosto de 2010, culminando a série de demissões, extinção de atrações e mudanças na grade da TV Cultura, o programa perdeu toda a sua originalidade. Ganhou Marília Gabriela como moderadora, dois entrevistadores fixos e um cenário que eliminou a “roda” e acabou com a sua vivacidade.
Maior chatice: Poucas novelas foram tão chatas quanto “Viver a Vida”. Manoel Carlos perdeu a mão em mais uma trama ambientada no Leblon e protagonizada por uma Helena. Aliás, o papel de Taís Araujo diminui na mesma proporção da sua falta de carisma. O merchandising social, em torno da personagem de Aline Moraes, abusou da paciência do espectador. E o eterno garanhão vivido por José Mayer não agüentou o ritmo. Na sequência, veio “Passione”, mas esta fica para a segunda parte da retrospectiva.


